quarta-feira, 18 de maio de 2011

Labirintos


Labirintos distintos, o vento sopra lá fora, uma imensa escuridão invade o espaço
As cores frias, se cruzam e transformam todas as coisas sombrias,
A arte do estranho conhecimento, seria mesmo tão diferente, a imagem que vemos do comum?
Todos estamos ligados num destino parecido, outra hora colorido outra hora vazio
Não finja estar sempre no paraíso, porque flores dessecam e caem aos prantos no chão,
Sem emoção...
Não fuja da realidade, os sonhos sempre em claridade, lucidez em vão...
Vemos o que queremos ver e não o que devemos ver, somos então tão diferente?
Sim, todos julgam o desconhecido mas não sabem o que é esclarecido,
Se tudo fosse dito, estaria perdido;
Não se deixe abalar, não se deixe vingar, não quero nada desse lugar, apenas o coração quente que esquenta o lado que congela;
Vira diante uma imagem brilhante, posso estar cega mas vejo o inesperado,
Perdido desse lado, sigo os distantes lugares, diferentes lares;
Curvas, vivas, me olham embaraçosamente, perdida, aflita, achando o que não via,
O expresso dito, não detalhado é esclarecido diante de um poema ditado!
Ariane Albuquerque
 

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